Mais uma vez nos deparamos diante um novo programa de televisão: “Jogo Duro”. Programa realizado pela empresa Globo Comunicação e Participações S.A., nos moldes dos já conhecidos reality shows tipo Big Brother. Num universo de competição, termos como “jogo”, “eliminado”, “perder”, “ganhar” são utilizados com frequência. Os participantes (jogadores) se desafiam em busca de notas de dinheiro e o competidor com o menor valor conseguido é “eliminado do jogo”. Os ambientes são recheados de animais de todos os tipos: pequenas aves (pombos), insetos (baratas, escorpiões...), anfíbios (sapos), répteis (cobras) etc (nessas horas onde estarão as associações defensoras dos animais?). Além disso, os ambientes apresentam alguns outros chamados níveis de dificuldade: água, tubulações, grades, tambores. A ação e os instintos são colocados à prova em busca de dinheiro.
O apresentador Paulo Vilhena interpreta um personagem líder, com vestígios de malvadeza. A submissão às imposições do líder ficam evidentes quando ele no instante da eliminação diz: “quem roda é tal jogador”.
Contrariamente ao espírito de uma razão emancipadora em relação às imposições do capital, vemos a submissão do ser humano, mais uma vez em busca de dinheiro.
O vencedor do programa leva toda a “bolada”; recebe a quantia que todos os outros competidores arrecadaram durante todo o jogo.
O programa é mais uma das armas utilizadas pelo Poder econômico para a progressa dominação ideológica das massas já tão fragilizadas e flageladas. Dominação que se beneficia muito bem do Quarto Poder (ou primeiro?), o Mass Media, para otimizar sua capacidade de manipular a opinião pública e ditar regras para a sociedade.
Patrocinadores: coca-cola...
Continua...
Por Marlon Nunes
O DESCANSO
Postado por Marlon Nunes às 10:37 1 comentários
Parece uma festinha de criança
adocicada e singela
uma espécie de orquídea
dos vales mais profundos
e umedecidos
mas na caminhada pelos montes
a dor se faz e desfaz
quando ao fim se descobre
o mais sublime dos sentimentos
o olhar contínuo para o horizonte
fixa a ideia de que talvez
possa ainda, te sentir por dentro
de uma cúpula onde
estaríamos presos
e sem pensar em nada
veríamos o mundo apenas
pela transparência dos vidros
e pela camada mucosa
que faz e "trans" faz
pela globalização de nossas razões
e pela vontade despercebida de continuar
a atrasar o tempo
para vivermos mais e intensamente
todos os desejos de felicidade
e prazer
que encontramos no conhecer
a nós mesmos
em poucos instantes
de transcendência inóspita
entre murmúrios de dor e prazer
as ondas da T.V, as músicas joviais
e os jogos de amor
se deixam levar para as maiores distâncias
que nenhuma escala geográfica possa desvendar
o fim eterno de seu pomo adormecido
e seu peito entre o meu
ceifeiro de dores e amores
meio a meio
sem completude
a de se chegar ainda a algum lugar
ou caminhar até que nossas pernas não aguentem mais
e a barba cresça
e os olhos vejam as trêmulas mãos
sentados em redes nas varandas e garrafas
a beira mar
cheirar seu cabelo
e aromatizar meu coração
nada mais desejo
somente descansar...
Marlon Nunes
adocicada e singela
uma espécie de orquídea
dos vales mais profundos
e umedecidos
mas na caminhada pelos montes
a dor se faz e desfaz
quando ao fim se descobre
o mais sublime dos sentimentos
o olhar contínuo para o horizonte
fixa a ideia de que talvez
possa ainda, te sentir por dentro
de uma cúpula onde
estaríamos presos
e sem pensar em nada
veríamos o mundo apenas
pela transparência dos vidros
e pela camada mucosa
que faz e "trans" faz
pela globalização de nossas razões
e pela vontade despercebida de continuar
a atrasar o tempo
para vivermos mais e intensamente
todos os desejos de felicidade
e prazer
que encontramos no conhecer
a nós mesmos
em poucos instantes
de transcendência inóspita
entre murmúrios de dor e prazer
as ondas da T.V, as músicas joviais
e os jogos de amor
se deixam levar para as maiores distâncias
que nenhuma escala geográfica possa desvendar
o fim eterno de seu pomo adormecido
e seu peito entre o meu
ceifeiro de dores e amores
meio a meio
sem completude
a de se chegar ainda a algum lugar
ou caminhar até que nossas pernas não aguentem mais
e a barba cresça
e os olhos vejam as trêmulas mãos
sentados em redes nas varandas e garrafas
a beira mar
cheirar seu cabelo
e aromatizar meu coração
nada mais desejo
somente descansar...
Marlon Nunes
O CÍRCULO
Postado por Marlon Nunes às 10:18 0 comentários
E nasce o Sol e põe-se o Sol
E volta ao seu Lugar, de onde Nasceu
O Vento vai para o Sul e faz seu Giro
Para o Norte, continuamente vai girando o Vento...
E Volta fazendo os seus Circuitos
Ribeirões vão par ao Mar, contudo, o Mar não se Enche
Todas estas Coisas se cansam tanto que Ninguém o Pode declarar
Os Olhos não se fartam de Ver, nem, os Ouvidos de Ouvir
O que Foi é o que há de Ser
E o que se Fez, se Tornará a Fazer
Nada há de Novo Abaixo do Sol
Já não há Lembrança das Coisas que precederam
Das Coisas que serão também não haverá Lembrança
Enfadonha Ocupação
Apliquei meu Coração a conhecer Sabedoria, Desvarios e Loucuras
E vim a Saber que isso também era Aflição
Muita Sabedoria há muito Enfado
O que aumenta em Ciência, aumenta em Trabalho.
Marlon Nunes
E volta ao seu Lugar, de onde Nasceu
O Vento vai para o Sul e faz seu Giro
Para o Norte, continuamente vai girando o Vento...
E Volta fazendo os seus Circuitos
Ribeirões vão par ao Mar, contudo, o Mar não se Enche
Todas estas Coisas se cansam tanto que Ninguém o Pode declarar
Os Olhos não se fartam de Ver, nem, os Ouvidos de Ouvir
O que Foi é o que há de Ser
E o que se Fez, se Tornará a Fazer
Nada há de Novo Abaixo do Sol
Já não há Lembrança das Coisas que precederam
Das Coisas que serão também não haverá Lembrança
Enfadonha Ocupação
Apliquei meu Coração a conhecer Sabedoria, Desvarios e Loucuras
E vim a Saber que isso também era Aflição
Muita Sabedoria há muito Enfado
O que aumenta em Ciência, aumenta em Trabalho.
Marlon Nunes
Cidany
Postado por Marlon Nunes às 11:59 3 comentários
Querem saber de uma coisa:
Que se dane,
A Arte,
A Filosofia,
A História,
A Geografia.
Junto com todo o conhecimento mecânico
Que paralisa a vida
Não é preciso saber de mais nada.
Estudar só faz decepcionar.
Para que saber e se entristecer.
É preciso sorrir como um matuto,
Feliz ao caminhar pelas trilhas de um campo florido.
Querem saber de uma coisa:
Que se dane o sentimento e a racionalidade.
Chega de pensarmos e de criarmos,
Isto nos trouxe infelicidades e desgraças.
Vamos apenas plantar e comer.
Amar e morrer, nada mais.
Querem saber de uma coisa:
Que se dane,
A cultura intelectual
Que nos faz soberbos
E inúteis.
Não devemos pensar em criar,
Devemos apenas amar, comer e cagar.
Não se assustem,
Mas que se dane.
Marlon Nunes
Que se dane,
A Arte,
A Filosofia,
A História,
A Geografia.
Junto com todo o conhecimento mecânico
Que paralisa a vida
Não é preciso saber de mais nada.
Estudar só faz decepcionar.
Para que saber e se entristecer.
É preciso sorrir como um matuto,
Feliz ao caminhar pelas trilhas de um campo florido.
Querem saber de uma coisa:
Que se dane o sentimento e a racionalidade.
Chega de pensarmos e de criarmos,
Isto nos trouxe infelicidades e desgraças.
Vamos apenas plantar e comer.
Amar e morrer, nada mais.
Querem saber de uma coisa:
Que se dane,
A cultura intelectual
Que nos faz soberbos
E inúteis.
Não devemos pensar em criar,
Devemos apenas amar, comer e cagar.
Não se assustem,
Mas que se dane.
Marlon Nunes
WTCs* parte 2 ou TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
Postado por Marlon Nunes às 09:43 3 comentários
Os aviões colidiram
Nas torres gêmeas
O terror tomou conta
Da liberdade econômica
E em nome de Deus,
Mais mortes foram creditadas
Nas portas do céu e do inferno
Quem diria, o Poder material em cheque.
Digamos apenas que:
O mercado exige
Capital de giro, então
Nada melhor que conspirar
Contra o próprio Estado
Para conseguir
Continuar a hegemonia econômica
Era preciso conspirar
Era preciso destruir
Um símbolo
E assim, motivar
Invasões no Oriente
Em no nome de Deus
Mais mortes foram creditadas
Nas portas do céu e do inferno
Afeganistão, Iraque...!
Poços de petróleo
Reconstrução
Nada melhor que conspirar
Para gastar
Armamentos e cimento,
Aço e manganês
O negócio mesmo é conspirar
para aliviar a bolsa
Valores, valores, valores
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$[
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$]
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$]
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$]
Vamos conspirar para dominar
invadir e matar
Vamos conspirar para controlar
a economia mundial
Vamos conspirar para conquistar
mais mercados
Vamos conspirar para materializar
nossas ideologias
Vamos conspirar para levar
o livre arbítrio
Vamos conspirar para continuar
a sermos a potência econômica
Vamos conspirar para salvar
a liberdade luterana
Vamos conspirar para expandirmos
o protestantismo
Go! Yankees
Em nome de Deus
Go! Yankees
Em nome de Deus
Go! Yankees
Vamos, espalhar a glossolalia.
E falar em línguas.
O pentecostalismo.
O Espírito Santo.
Quadrados... quadrangulares da Quadrangular!
Batidos... batistas da Batista!
Uniformizados... Universais da Universal!
E no Sétimo Dia, o descanso merecido
Após invadir residências e matar
Várias famílias árabes.
Configura-se realmente que:
Os demônios descem do norte.
Nas torres gêmeas
O terror tomou conta
Da liberdade econômica
E em nome de Deus,
Mais mortes foram creditadas
Nas portas do céu e do inferno
Quem diria, o Poder material em cheque.
Digamos apenas que:
O mercado exige
Capital de giro, então
Nada melhor que conspirar
Contra o próprio Estado
Para conseguir
Continuar a hegemonia econômica
Era preciso conspirar
Era preciso destruir
Um símbolo
E assim, motivar
Invasões no Oriente
Em no nome de Deus
Mais mortes foram creditadas
Nas portas do céu e do inferno
Afeganistão, Iraque...!
Poços de petróleo
Reconstrução
Nada melhor que conspirar
Para gastar
Armamentos e cimento,
Aço e manganês
O negócio mesmo é conspirar
para aliviar a bolsa
Valores, valores, valores
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$[
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$]
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$]
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$]
Vamos conspirar para dominar
invadir e matar
Vamos conspirar para controlar
a economia mundial
Vamos conspirar para conquistar
mais mercados
Vamos conspirar para materializar
nossas ideologias
Vamos conspirar para levar
o livre arbítrio
Vamos conspirar para continuar
a sermos a potência econômica
Vamos conspirar para salvar
a liberdade luterana
Vamos conspirar para expandirmos
o protestantismo
Go! Yankees
Em nome de Deus
Go! Yankees
Em nome de Deus
Go! Yankees
Vamos, espalhar a glossolalia.
E falar em línguas.
O pentecostalismo.
O Espírito Santo.
Quadrados... quadrangulares da Quadrangular!
Batidos... batistas da Batista!
Uniformizados... Universais da Universal!
E no Sétimo Dia, o descanso merecido
Após invadir residências e matar
Várias famílias árabes.
Configura-se realmente que:
Os demônios descem do norte.
WTCs* ou SALVEM OS GREGOS
Postado por Marlon Nunes às 13:42 2 comentários
Mais que voar
É preciso nadar
Contra as correntes
Para quebrá-las
E acabar com os sonhos
De Sócrates e Platão
De nos prender nas cavernas
Da individualidade
E comodidade metafísica
Pobres platônicos
Seres superiores
Seres cavernosos
Seres eróticos
Oh! Santos gregos,
Oh! Divinos deuses,
Correntes da racionalidade
Desçam de seus cavalos e suas torres
Soberba, o vinho dos banquetes
Sarcástica putaria grega
Tornou-se real, tornou-se cap"e"talismo
Destruam os seus WTCs
Sem padrões para a ciência
E vivam na pós-modernidade
Sem patrões nas cons-ciências
Destruam os WTCs
Enalteçam o Bin Laden
Destruam a razão grega
Destruam os drive thrus
Destruam os MacDonalds
BOOM! World Trade Center!
*World Trade Centers
É preciso nadar
Contra as correntes
Para quebrá-las
E acabar com os sonhos
De Sócrates e Platão
De nos prender nas cavernas
Da individualidade
E comodidade metafísica
Pobres platônicos
Seres superiores
Seres cavernosos
Seres eróticos
Oh! Santos gregos,
Oh! Divinos deuses,
Correntes da racionalidade
Desçam de seus cavalos e suas torres
Soberba, o vinho dos banquetes
Sarcástica putaria grega
Tornou-se real, tornou-se cap"e"talismo
Destruam os seus WTCs
Sem padrões para a ciência
E vivam na pós-modernidade
Sem patrões nas cons-ciências
Destruam os WTCs
Enalteçam o Bin Laden
Destruam a razão grega
Destruam os drive thrus
Destruam os MacDonalds
BOOM! World Trade Center!
*World Trade Centers
NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR
Postado por Marlon Nunes às 11:08 1 comentários
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Bertold Brecht
HOMENAGEM AO TRABALHO ÁRDUO
Postado por Marlon Nunes às 13:36 6 comentários
As putas são maltratadas
e as cadelas não.
Imaginem se não fossem as putas...!
Até nossas mães seriam estupradas.
Puta que pariu!
e as cadelas não.
Imaginem se não fossem as putas...!
Até nossas mães seriam estupradas.
Puta que pariu!
Marlon Nunes
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