Exercícios diários de resistência
Ou perder-nos na pompa
Partes são essas, douradas
APOCALYPSE NOW
Postado por Marlon Nunes às 10:15 0 comentáriosCoppola faz o filme como os americanos fizeram a guerra – nesse sentido é o melhor testemunho possível – como o mesmo exagero, o mesmo excesso de meios, a mesma candura monstruosa... e o mesmo êxito. A guerra como meio de arruinar, como fantasia tecnológica e psicodélica, a guerra como sucessão de efeitos especiais, a guerra que se transformou em filme muito antes de ser rodada. A guerra abole-se no teste tecnológico e para os americanos ela foi mesmo um primeiro momento: um banco de ensaio, um gigantesco terreno para testar as suas armas, os seus métodos, o seu poder.
Coppola faz isso mesmo: testar o poder de intervenção do cinema, testar o impacte de um cinema que se tornou numa máquina destemida de efeitos especiais. Neste sentido o seu filme é, ainda assim, de fato, o prolongamento da guerra por outros meios, o remate desta guerra inacabada e a sua apoteose. A guerra faz-se filme e o filme faz-se guerra, ambos se juntam pela sua efusão comum na técnica.
A verdadeira guerra é feita por Coppola como por Westmoreland: sem contar com a ironia genial das florestas e das aldeias filipinas queimadas com napalm para reconstruir o inferno do Vietnã do Sul: retoma-se tudo isso pelo cinema e recomeça-se: a alegria molochiana da rodagem, a alegria sacrificial de tantos milhões gastos, de uma tal holocausto de meios, de tantas peripécias e a paranóia gritante que desde o princípio concebeu este filme como um acontecimento mundial, histórico, no qual, no espírito do seu criador, a guerra do Cietnã não tivesse sido o que é, não tivesse existido, no fundo – e bem que podemos acreditar nisso: aguerra do Vietnã em si mesma talvez de fato nunca tenha existido, é um sonho, um sonho barroco de napalm e de trópico, um sonho psicotrópico, onde não estava em causa uma vitória ou uma política, mas a ostentação sacrificial, destemida, de uma potência filmando-se já a si própria no seu desenvolvimento, não esperando talvez nada mais que a consagração de um super filme, que remata o efeito de espetáculo de massas desta guerra.
Nenhum distanciamento real, nenhum sentido crítico, nenhuma vontade de tomada de consciência em relação à guerra: e de uma certa maneira é a qualidade brutal deste filme não estar corrompido pela psicologia moral da guerra. Coppola bem pode ridicularizar o seu capitão de helicóptero fazendo-o usar um chapéu da cavalaria ligeira e fazendo-o destruir a aldeia vietnamita ao som da música de Wagner – não se trata aí de sinais críticos, distantes, é algo de imerso na máquina, fazem parte do efeito especial e ele próprio faz cinema da mesma maneira, com a mesma megalomania retro, com o mesmo furor insignificante, com o mesmo efeito sobre multiplicado de fantoche. Mas ele desfecha-nos isso, aí está, é assombrado e pode pensar-se: como é que tal horror é possível (não o da guerra, mas o do filme)? Não há, contudo, resposta, não há juízo possível, e podemos mesmo rejubilar com este truque monstruoso (exatamente como com Wagner) – mas não pode, porém, assinalar-se uma ideiazinha, que não é má, que não é um juízo de valor, mas que nos diz que a guerra do Vietnã e esse filme são talhados no mesmo material, que nada os separa, que esse filme faz parte da guerra – se os americanos perderam a outra (aparentemente), esta ganharam-na com toda a certeza. Apocalypse Now é uma vitória mundial. Poder cinematográfico igual e superior ao das máquinas industriais e militares, igual ou superior ao do Pentágono e dos governos.
E ao mesmo tempo o filme não deixa de ter interesse: esclarece retrospectivamente (nem sequer é retrospectivo), pois o filme é uma fase desta guerra sem deselace) como esta guerra estava já flipada, louca em termos políticos: os americanos e os vietnamitas já se reconciliariam, imediatamente após o fim das hostilidades os americanos ofereciam a sua ajuda econômica, exatamente da mesma maneira que aniquilaram a selva e as cidades, exatamente da mesma maneira que fazem hoje o seu filme. Não se terá compreendido nada, nem da guerra nem do cinema (deste, pelo menos) se não se percebeu esta indistinção que já não é a indistinção ideológica ou moral, do bem e do mal, mas a da reversibilidade da destruição e da produção, da imanência de uma coisa na sua própria revolução, do metabolismo orgânico de todas as tecnologias, desde o tapete de bombas até à película fílmica.
BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio D'Água, 1991. p. 77-79.
Máquina e Imaginário - Arlindo Machado
Postado por Marlon Nunes às 12:11 0 comentáriosPor Marlon Nunes
O texto “Máquina e Imaginário” do autor Arlindo Machado começa a discussão sobre arte e tecnologia exemplificando três maneiras de se fazer arte com o advento da tecnologia, seja com caráter apologético ou a integração: Estéticas Informacionais, a Vídeo-arte e a Surveillance. Três exemplos de arte em relação à tecnologia que não se resumem ao mesmo denominador. Para o autor não nos importa saber se esses processos ainda podem ser considerados artísticos ou não, mas que os conceitos tradicionais através da criação dessas novas obras e sua implantação na vida social devem ser discutidos. Para isso, o autor afirma que é necessário uma crítica não dogmática que esteja atenta a dialética da desconstrução e da construção de grandes transformações.
O autor salienta que os gregos, por exemplo, não faziam nenhuma distinção entre arte e técnica, até pelo menos o Renascimento, quando filósofos como Francis Bacon e seus contemporâneos vão adotar o conceito de “artes-mecânicas” como modelo da cultura nascente. Sendo assim, “a figura do inventor se sobrepõe a do sábio e a máquina torna-se modelo conceitual para explicar e representar o universo físico natural” (pag. 25).
Segundo o autor a nossa época também passa por um momento de discussão de problemas técnicos e científicos. Exposições demonstram que se faz cada vez mais difícil fazer uma diferenciação entre a imaginação artística, a investigação científica e a invenção técnica e industrial. “Hoje os grandes centros de pesquisa estética estão localizados dentro de institutos de pesquisa tecnológica e científica” (pág. 25).
Segundo o autor alguns pensadores como Lewis Munford consideram que a arte e a técnica são opostas, pois a arte corresponde à subjetividade do homem enquanto a técnica é mecânica e objetiva, logo máquina e arte se opõem.
A discussão passa agora pela questão da contradição entre a arte e a indústria, pois sabemos que os artistas expõem sua arte de forma subjetiva, a arte é sim, uma forma de expressar sentimentos, mas a indústria se apropria dessa condição e de certa forma subsidia os artistas. Esse processo significa que o artista está sendo absorvido pela indústria cultural? Se pensarmos que em todas as épocas os artistas sempre foram incentivados por alguma maneira de mecenato, não. Mas se considerarmos que a enorme reprodutibilidade desse tipo de arte-industrial, sim. Como vivemos numa sociedade avançada industrial e tecnologicamente, é claro que de alguma forma os aparelhos tecnológicos irão fazer parte do universo artístico. Daí talvez o paradoxo, porque ao mesmo tempo que os artistas criam novos métodos composicionais, as empresas financiam grandes eventos internacionais dedicados ao tema da exploração artística dos novos meios. Então o autor questiona até onde o artista contribui para legitimar a sociedade industrial avançada e a partir de onde ele a desconstrói?
Encaminhando a continuidade dessa discussão, Arlindo Machado cita a Sky art. A Sky art, caracteriza-se basicamente por projeções de raios laser, bombardeamento de nuvens com pó químico para torná-las iridescentes e coloridas, lanças aos céus balões de gás hélio, criar arco-íris artificiais, sinais eletromagnéticos etc. Os artistas da Sky art encontram muitas dificuldades devido os seus projetos terem custos elevados, mão-de-obra especializada e longas pesquisas, sem os render os resultados práticos que a tecnocracia espera. Mas essa mesma tecnocracia que muitas vezes é indiferente ao trabalho dos artistas, não pode ignorar esse tipo de arte pois precisa se legitimar socialmente e apropriar-se das descobertas estéticas.
Temos assim três discursos sobre a tecnologia: o apologético, pregado por engenheiros, industriais e a mídia. O das elites intelectuais, acomodados em universidades, museus e imprensa escrita. E no meio os artistas que podem servir como fonte iluminadora trazendo problemas e possibilidades reais.
O VELADO FASCISMO ESTATAL
Postado por Marlon Nunes às 15:37 0 comentáriosMelhorias no trânsito, na educação e na segurança são propagandeados constantemente, mas o que vemos na realidade não é o mesmo das propagandas. O governo de Minas não está preservando a vida de sua população e prefere se preparar para a Copa do Mundo de 2014 ou construir obras faraônicas como o Novo Centro Administrativo e a chamada Linha Verde (que de verde não tem nada) e deveria se chamar Linha Cinza, tanto pela cor do asfalto e do concreto, quanto pelo vergonhoso e falso discurso pregado pelo governo mineiro. Se o Estado tem dinheiro para revitalizar o Mineirão e construir um império da governança mineira, porque não melhorar as condições de vida da população?
A educação e a saúde, mais uma vez, são relegadas ao segundo plano e não adianta aqui prezar pelo outro discurso pregado pelo Governo, o da segurança pública - o principal foco deste texto - pois, como dito antes, a polícia serve quase que sempre apenas aos interesses do Estado e dos verdadeiros criminosos, os de colarinho branco.
Quando a ideologia não é suficiente para aliviar ou amedrontar, a violência entra em ação. Há alguns dias policiais da ROTAM - Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas -, a “Tropa de Elite” mineira, adentraram o aglomerado da Serra em BH e simplesmente mataram duas pessoas que muito provavelmente eram inocentes (como já acontecera outras vezes). Os heróis contemporâneos elegidos pela mídia para que o povo se sinta aliviado do terror, expressam com suas ações uma extrema banalização da violência, pois para combater o crime organizado somente com mortes, assassinatos e bastante pancada.
Nossos Capitães Nascimento, estão preparados para enfiar a porrada no crime organizado e nos usuários de entorpecentes como se eles fossem desaparecer de uma hora para outra de nossas cidades. Quando o Rio de Janeiro serviu de palco para as ações violentas do Estado, vários traficantes foram expulsos e executados, mas os grandes chefes continuam à solta e muitos deles “culiados” com o próprio Estado e os três poderes que o constituem.
O maior problema dessa situação é o perigo que correm as vidas de milhares de famílias que se vêem acuadas pelas medidas paliativas do Estado e logo se vêem, novamente em meio a tiroteios e balas perdidas. A irresponsabilidade do Estado sacrifica a vida de inocentes, mas a individualidade ideologicamente pregada há séculos não nos deixa enxergar que mais sangue está sendo derramado sem que se tomem medidas realmente eficazes contra o problema da criminalização e marginalização da sociedade.
Em BH, os policiais passaram de heróis a vilões e foram recebidos à pedradas e pauladas no dia seguinte, pelo povo que não fazia nada demais, a não ser reivindicar o porque da morte dos seus amigos e familiares. Quando as sujeiras saem debaixo do tapete o Estado ainda tenta escondê-las novamente. Neste caso, os superiores tiveram o descaramento de dizer que os supostos meliantes estavam utilizando fardas das polícias civil e militar. O que chama a atenção é que as fardas estavam limpas e sem marcas de tiros.
Dentro de toda a discussão, estamos nós, a mercê de um Estado falido, corrupto e mentiroso. O que fazer então? Continuarmos de braços cruzados assistindo ao espetáculo? A função do povo é cobrar, analisar e lutar por dias melhores. Lutar para sair das imposições do Estado, pois este utiliza de todos os artefatos possíveis para enganar a população através de falácias como esta: “estamos tomando providência”; frase que mais escutamos dos nossos ditos representantes, mas as soluções nunca chegam a níveis no mínimo satisfatórios.
O conceito de Herói: “uma figura que reúne em si os atributos necessários para superar de forma excepcional um determinado problema”, parece não servir-nos. Pois nossos heróis causam vários outros problemas. Nossos capitães, sargentos, soldados..., na verdade são fantoches manipulados pelo Estado e também vítimas da irresponsabilidade dos parlamentares.
Não estamos ainda afirmando nada aqui, mas o filme “Tropa de Elite” pode ter sido muito bem forjado para que medidas como às colocadas em linhas anteriores continuem existindo. Ou seja, conquista-se a confiança do povo pela ficção e depois entram em ação. Tanto porque além de ser um fenômeno de bilheteria e de vendas, o filme foi pirateado muito antes de ser lançado. Se analisarmos que a maioria da população dos morros consome artigos pirateados, quem nos garante que a fraude não possa ter sido criada pelos próprios interesses comerciais e estatais?
É preciso pensar a influência da Indústria Cultural - conceito usado por Theodor Adorno e Max Horkheimer na obra “Dialética do Esclarecimento” - em nossas vidas. É preciso verificar que, por exemplo, a linguagem corrente no filme “Tropa de Elite” permeia todo o nosso agir. Os jovens seguem sarcasticamente as várias expressões e frases ditas pelos personagens do filme, principalmente o Herói principal, Capitão Nascimento. A identificação com a ficção é clara em muitos aspectos. Todos têm agora na ponta da língua termos como: “fanfarrão, xerife, senhor, pica (órgão sexual masculino), aspira (aspirante)” e tantas outras. E no duo formado pelo Estado e o Poder Paralelo, a população se perde e não sabe mais em quem confiar ou a quem recorrer, pois a banda podre da polícia e os traficantes servem de produto ideológico para a formação de uma sociedade cada vez mais violenta, individualizada e sem sentido, niilista.
De resto, fica mais que provado que a ficção produz a realidade e não o contrário. Jean Baudrillard em seu livro Simulacros e Simulação, afirma que vivemos na época da hiper-realidade e descreve a Disneylândia como o modelo perfeito de todos os simulacros. Já a obra cinematográfica “A Cidade dos Sonhos” de David Lynch demonstra a enorme artificialidade do California Dreams; conseqüentemente, e mais ainda, de Hollywood. A exemplo de Baudrillard e Lynch visualizamos hoje uma imensa gama de simulacros: reality shows, telenovelas, espetáculos esportivos, telejornais dramalhões etc. Estamos fetichizados (enfeitiçados) pela “Sociedade do Espetáculo” estudada por Guy Debord e pela cibernética profetizada por Martin Heidegger.
Estamos literalmente dominados pelos interesses fascistas do Mass media, pelo poder megalomaníaco do Estado e das transnacionais. Todos estes últimos saem lucrando e quem sempre continua pagando as contas é o povo que sofre calado e trancado em suas casas. Quem dera pudéssemos mesmo colocar todos estes problemas na “conta do Papa” (como diria nosso mais novo Herói Nascimento) ou dos “Pastores”, assim dividiríamos as mazelas com as religiões-empresas que, atrasadamente, ainda pensam o mundo metafísico das ideias platônicas e o cogito ergo sum – “penso, logo existo” calculista de René Descartes - e esquecem do mundo do presente, do ser-no-mundo que nos pertence e que poeticamente podemos habitar.
Terra de Destino
Postado por Marlon Nunes às 14:04 0 comentáriosTalvez os Deuses tenham me direcionado para esta Terra com algum objetivo, mas ainda, com o pouco tempo de estadia nesse novo mundo, era impossível saber se esse sentimento se tornaria verídico ou apenas era uma falsa impressão de meus instintos.
Esse mundo era bem mais calmo: com cavalos alados e brancos, carruagens vermelhas e rios de águas límpidas. Não que o meu mundo não tivesse isso também, mas aqui as coisas são abundantes e os maus espíritos não se aproximaram ainda desses bosques.
Os seres eram mais calados e concentrados; pareciam estar sempre meditando sobre algo; talvez por terem as almas bem mais desenvolvidas que no meu mundo se comportavam assim. Apesar de poucas palavras e alguns sorrisos, demonstravam enorme gratidão por viverem entre a natureza pura como no início em que os Deuses a formaram.
Sentia um enorme equilíbrio mental e corpóreo ao me aproximar das águas dos vales que eram em abundância. Pareciam águas santas! Fiquei-me perguntando: o que diria o Deus das águas filho de Urano e de Gaia diante de tanta beleza?
Existiam nas partes mais altas flores de todas as cores, mas as que predominavam eram as de tonalidade vermelha ou próximas disso. Fiquei sabendo depois de alguns dias que as flores em tons de vermelho representavam o Amor que resplandecia naquele local. Não que alguém tenha as plantado, mas elas estavam ali naturalmente. O próprio amor existente no local as fazia florescer.
Tudo parecia, num primeiro momento, uma grande mentira. Sempre lia nos livros do meu mundo que existia a promessa de um paraíso para quem seguisse as determinações da razão e não acreditava que poderia encontrar com tanta rapidez, tal lugar. Mas o engraçado era que tal lugar não era aquele prometido pelo reino da razão e das idéias, mas estava ali, e eu ainda estava vivo. Sentia o meu corpo, as vontades eram as mesmas, as necessidades também. Sempre imaginei que no paraíso os Seres seriam apenas em alma e não teriam os sentimentos físicos normais.
Ali não era assim, como o descrito nos livros do meu mundo, todos se comportavam como seres normais, ou seja, faziam e realizavam os mesmos atos naturais do meu mundo, mas com o diferencial de respeitarem uns aos outros. Quero dizer que possuíam corpos físicos e comiam e bebiam como no outro mundo.
Quando cheguei nesse descrito lugar pensei até que eu estivesse morto, mas devagar fui me restabelecendo que ainda estava no planeta Terra. Portanto um tom de reminiscência tomou conta de minha psique.
Lembrava de momentos vividos antes e de atos libidinosos causados a mim pelos maus espíritos do meu mundo. Escárnios e orgias afrodisíacas que havia feito me sucumbiam à alma quase que por todos os momentos. Calafrios tomavam conta de meus órgãos internos e a pele suava frio devido às ansiedades provocadas por Pandemos. Vivia cercado por golfinhos, cisnes, e pés de romã e limeira (símbolos afrodisíacos). Eu praticava assim, prostituição religiosa nos templos da Deusa maior, para que ela me aceitasse. Mas ao contrário, como Príapo, eu me tornava cada vez mais mau visto aos olhos dos outros habitantes.
Continua...
Marlon Nunes
O Canto Mágico de Tara
Postado por Marlon Nunes às 14:02 0 comentáriosO Céu azul anuncia a aventura
A menina da charrete
Chega e destrói a estrutura
Entre as árvores retorcidas
Esconde-se espreitada
Mas uma vez aparecida
Demonstra-se amordaçada
Traz para o jantar a Mônada
E mais sete princípios
Deseja a vida imaginada
O raio do absoluto nos fere
Vejo-me perdido por entre a floresta
Sorrindo ela nos enobrece
O seu canto a de nos buscar
Marlon Nunes
Sagrada
Postado por Marlon Nunes às 13:59 0 comentáriosSó penso em deitar ao seu lado
Para que você me guarde
E vejo-me tanto mais em ti grudado
Seu cheiro enobrece o meu sonho
A todo momento desejo o seu toque
Despedida de manhã, à tarde reencontro
A duras penas passam-se as horas
O relógio controla o tempo
Ao revê-la tudo melhora
Até o verde das gramíneas do campo
E do Monte Parnaso, consagra
De onde a observo, musa
Nossa História se torna sagrada
Marlon Nunes

